| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | ||||||
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
| 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 |
| 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 |
| 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
| 30 |

criado por Tomaz Amorim
16:57:56Seguem algumas das traduções que apresentei como trabalho final numa disciplina de tradução literária. Ficam os agradecimentos ao Leo e ao Andre, que deram sugestões sobre o texto, e ao sempre paciente Eric, por confiar.

(retirada daqui)
Black Tambourine
The interests of a black man in a cellar
Mark tardy judgment on the world's closed door.
Gnats toss in the shadow of a bottle,
And a roach spans a crevice in the floor.
Aesop, driven to pondering, found
Heaven with the tortoise and the hare;
Fox brush and sow ear top his grave
And mingling incantations on the air.
The black man, forlorn in the cellar,
Wanders in some mid-kingdom, dark, that lies,
Between his tambourine, stuck on the wall,
And, in Africa, a carcass quick with flies.
Tamborim Negro
As atenções de um negro num porão marcam
tarde o juízo na porta do mundo fechada.
Mosquitos vagam na sombra de uma garrafa,
passa no chão uma barata em caminhada.
Esôpo, guiado pela ponderação,
pôde com a tartaruga e a lebre ao Céu chegar;
Rabo e couro de lobo e porca cobrem sua cova
e encantamentos misturados pelo ar.
O homem negro, miserável no porão,
Vaga em certas terras-do-meio que estão, foscas,
Entre seu tamborim, pregado na parede,
E, n'África, uma carcassa viva de moscas.

(retirada daqui)
Voyages I
Above the fresh ruffles of the surf
Bright striped urchins flay each other with sand.
They have contrived a conquest for shell shucks,
And their fingers crumble fragments of baked weed
Gaily digging and scattering.
And in answer to their treble interjections
The sun beats lightning on the waves,
The waves fold thunder on the sand;
And could they hear me I would tell them:
O brilliant kids, frisk with your dog,
Fondle your shells and sticks, bleached
By time and the elements; but there is a line
You must not cross nor ever trust beyond it
Spry cordage of your bodies to caresses
Too lichen-faithful from too wide a breast.
The bottom of the sea is cruel.
Viagens I
Sobre o fresco rufar das ondas
eriçadas crianças esfolam-se com areia.
Planejaram uma conquista às cascas de conchas,
E seus dedos esfarelam pedaços de algas cozidas
Alegremente cavando e lançando.
E em resposta às suas agudas interjeições
O sol bate com relâmpagos nas ondas,
As ondas encerram trovão na areia;
E pudéssem elas me ouvir eu lhes diria:
Ó crianças resplandecentes, brinquem com seu cachorro,
Acariciem suas conchas e varetas, embranquecidas
pelo tempo e pelos elementos; mas há uma linha
que vocês não devem cruzar nem nunca nela confiar demais
Cordame ágil dos seus corpos para acariciar
Muito líquen-fiel a um peito de distância.
O fundo do mar é cruel.

criado por Tomaz Amorim
14:19:31

criado por Tomaz Amorim
17:33:30
criado por Tomaz Amorim
17:53:01
estar flor
ventre estendido do exterior ao íntimo
Seiva!
vida linfática que me escorre adentro,
desafiante física,
animante!
estar não em cravos e pétalas
mas orvalhos, ervas e dentes.
não só da terra me sustentar,
também sustentar sementes da terra,
e nela ser:
simbiose bela
mãe em que me faço ela
filha-flor primavera.
roça minhas pétalas o lençol de veludo vento
e furo-lhe com meus espinhos... desfio as brisas
ou deixo a terra arear-se em meus poros,
respiradouro telúrico e semeador,
pois urge em mim o prazer único
do toque voluptuoso das abelhas,
pólen-gozo.
contorção mimética aos feitiços do Sol
da aurora
e enfim desfaleço,
puta sincera feliz e enrubrada
sem lágrimas de bordel atordoadas,
sincera como fogos no céu.

criado por Tomaz Amorim
15:00:37