rola esvaziada uma garrafa de vinho sobre meu tapete de linho e manchas vermelhas distorce em verde minhas poucas luzes centelhas de lâmpadas fluerescentes
derramada entre o tapete e o mármore frio está minha prostituta oriental, adormecida
-Se fosse uma estação do ano seria a primavera florescida! eu diria num bar
se inspiro seu cabelo, polvilhado de diamantezinhos de suor, cheiro e ouço todas as vozes estridentes de sua língua natal, seu olhar no menino fero de sete anos que apanha no chão uma bituca e fuma, o cheiro de esperma de homens e homens, sua perspectiva de três cigarros, um pingado e uma carreira
jazz fumacento, trago de whisky e charuto mão suja de cinzas marcas na mesa branca no puxador da geladeira, no alvo vibrador
minha mão tem cinzas e minha garganta é calejada sujo os bueiros, as ruas, as calçadas, as igrejas os pequenos puleiros de crianças, dos herdeiros
minha mão é o globo cinza e é com ela que pulverizo a puta chinesa meu punho profundo cinzas em sua flor vermelha, meu bem