21.02.07
Netuno infecto
Ó terra dos cruéis desavisados
febril dor - vexame perante os céus!
Das trevas, dos turbilhões que varreram
foram-se folhas, ficou ao fundo o chumbo
No pântano da terra, como as vagas
cantam as ervas dos cheiros antigos
vibrando com vespas, ondas do ar,
e aos chiares de línguas de lagartos
Destes lamaçais repelentos onde
homem jamais pisará - Pois foi livre!,
forçe as vagas puro Netuno infecto
Dos antigos vem forte - Emerge em terra!
Se comes estrelas arrota o pó!
Deixa o tártaro e traz santo dilúvio