(John William Waterhouse - The Siren)
O silêncio que vem da caverna cala a todos. A cidade que andava agitada, dos homens de longos chapéus negros e das senhoras de véus e cruzes, cala seu insandecido gritar, assustada. Os monólogos a dois se calam. As carruagens que correm para não-lugar param. Os cachorros já esperavam e continuam sentandos ouvindo atentos ao grande silencio que ruge da caverna.
O leão que sai do escuro anda, rebolado de deusa egípcia esquecida, juba de glam rock... Olha tudo, vira os olhos e ri:
- Devem estar brincando.
Dá uma cuspida e volta para a caverna. O silêncio se cala e o barulho na cidade volta. Os cachorros bocejam e os homens voltam a vibrar.
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